“As horas passam lentamente nesta manhã nostálgica. A dor de tua ausência se acumula por todo o meu ser. A friagem que atinge minha pele relembra-me de teus abraços, que aqueciam todo meu corpo. Sendo sincera, tudo me faz relembrar de ti. Tua ausência tem me destruído aos poucos. E não tenho sido capaz de nem sequer justificá-la. Não me culpo, nem ao menos te culpo. Culpo ao destino por ter te colocado em minha vida apenas para tirá-lo. Tenho me frustado cada dia mais com minha inútil tentativa de fazer com que toda esta dor se esvaía conjuntamente com minhas lágrimas. A dor permanece cada vez mais grandiosa. E eu já nem sei mais ao certo como combatê-la. Apenas aguardo que o tempo a leve, da mesma forma que te levou de mim…” V-entanias
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É como se você tivesse abrindo minhas feridas, pensava a menina, enquanto cortava seus pulsos pensando nele, o quanto ele a fazia sofrer. Ele não ligava para ela, ele queria se divertir com as meninas, não queria nada sério. Enquanto se cortava a menina pensou em seus familiares, seus poucos fiéis amigos e principalmente nele. Ela chamou seu melhor amigo, enquanto ele vinha ela botou um casaco para esconder seus cortes, mas ele a conhecia. A campainha tocou, ela foi atender com os olhos inchados de tanto se afogar em mágoas por causa dele. Estava calor, mas ela estava de casaco, ele desconfiou. Entrou em sua casa, abraçada nele, e eles sentaram no sofá, ele pegou seus braços, levantou as mangas e olhou seus cortes, e pensou, cada vez mais fundos. Ele disse:
-Porque você faz isso pequena?- com dor por não podê-la chamar de minha.
-Ele me faz sofrer- falou ela com a voz chorosa.
Ele com raiva pegou a chave do carro, deixando ela lá, preocupada, por ele sair de carro e com muita raiva
-Ele foi atrás de Mateus- sussurrou ela
Gustavo chegou a casa de Mateus, ele atendeu:
-Iaê, dude?- falou Mateus sem nenhum sentimento
Gustavo deu um soco forte em sua cara fazendo Mateus cair no chão sangrando muito.
Voltou para o carro e dirigiu para casa de “sua” pequena.
Chegando lá, Luísa abriu a porta desesperada.
-O que você fez com ele?- perguntou ela.
- Ele vai ficar bem- respondeu ele a abraçando.
Seus lábios estavam pertos, ele a beijou, foi como se todas as suas dores foram retiradas de seu corpo. Ele a amava, Ela o amava.
-Eu te amo, minha pequena- Mateus disse.
Ela sorriu para ele e disse:
-Eu também te amo, meu lindo.